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Ministro da Fazenda afirma que saques no FGTS não afetarão a construção civil



Henrique Meirelles disse que o governo fez "cálculos rigorosos" para evitar o impacto

Luísa Cortés, do Portal PINIweb

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou na última terça-feira (14) que o saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não afetará o setor da construção civil e de habitação. Ele garantiu que os recursos para o financiamento da habitação serão cumpridos.

Segundo Meirelles, o governo fez cálculos rigorosos para evitar o impacto. "Concluímos que há recursos suficientes para atender os objetivos desta liberação e do incentivo à economia e ao mesmo tempo assegurar recursos no nível adequado para o financiamento da habitação no Brasil. Não haverá nenhum tipo de problema nesta área", disse Meirelles.

O cronograma será de acordo com o aniversário dos beneficiários, começando no dia 10 de março. Segundo o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, a autorização do saque é restrita às contas inativadas até 31 de dezembro de 2015 para manter o equilíbrio na utilização das contas do FGTS.

A medida não será estendida para as contas inativas após a data, segundo Oliveira. "Temos tido bastante cuidado com a sustentabilidade do sistema do FGTS. Essas coisas foram calculadas e simuladas. Qualquer medida adicional dependerá de passar por esse tipo de avaliação", afirmou.

Em dezembro, diversas entidades da construção civil criticaram essa medida. O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) chegou a dizer, na época, que o FGTS deve ser utilizado para os seus objetivos iniciais, como habitação, saneamento e infraestrutura urbana.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil em São Paulo (SindusCon-SP), José Romeu Ferraz Neto, também se posicionou, na época, afirmando que "tal medida, se concretizada, prejudicará inicialmente o próprio trabalhador, que terá diminuída sua poupança para as hipóteses de demissão sem justa causa, aposentadoria ou outras autorizadas pela legislação", e que "no momento em que esses recursos são mais do que necessários para a criação de emprego, mediante construção de moradias e expansão da infraestrutura, não faz sentido algum transferi-los para os bancos".

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