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Presidente do Sinarq-MG participa do III Simpósio SOS Brasil Soberano



No dia 08 de junho foi realizado das 9h às 17h o III Simpósio SOS Brasil Soberano, no auditório Paulo Camillo de Oliveira Penna do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), em Belo Horizonte, promovido pela Federação Interestadual dos Sindicatos de Engenharia-FISENGE.

O Simpósio teve como objetivo discutir sobre as atuais reformas que estão sendo realizadas pelo governo e suas consequências para o país e sua população. Contou com a presença, entre outros, de João Pedro Stádile - direção nacional do MST; Antônio Tadeu Ribeiro de Oliveira, pesquisador da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e colunista do site Brasil Debate; Ronaldo Lessa, ex-prefeito de Maceió e atualmente deputado federal (PDT-AL); Jô Moraes, deputada federal (PCdoB/MG); Marilia Campos, deputada estadual (PT/MG); Aloísio Lopes - Federação Nacional de Jornalistas-FENAJ e Fernado Brito, editor do Blog Tijolaço. Além destes participou do evento o presidente do Sindicato dos Arquitetos/MG e representando também a Federação Nacional dos Arquitetos - FNA, o arquiteto e urbanista Eduardo Fajardo Soares.

Segundo Fajardo, a tônica do encontro foi a discussão sobre a soberania nacional. O Brasil foi apontado como um país cheio de ativos de recursos naturais de trilhões de dólares - água, petróleo (pré-sal), terra, floretas, alimentos, minérios, ouro, nióbio - que vem sofrendo com um constante movimento de desnacionalização do capital, pelo capital internacional, principalmente pela especulação do financeiro, rentista e com empresas estrangeiras comprando empresas nacionais (recentemente o maior escritório de engenharia de SP, do país e da América do Sul foi vendido aos chineses) e fechando-as para forçar a importação, o que agrava a crise e as taxas de desemprego e ao mesmo tempo a destruição de todas conquistas dos trabalhadores, da CLT, do desmonte da Previdência Social .

Isso vem ocorrendo graças a um legislativo comprovadamente o mais corrupto e anti trabalhador da história do país que com um literal golpe de estado colocou no poder um governo tão corrupto e entreguista com o apoio de um Judiciário plutocrático, nababesco, ditatorial, parcial e covarde. João Pedro Stédile, membro da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), disse que o Estado acabou e afirma que “temos que discutir um plano de país, a médio prazo, que deve ter como fundamento uma nova economia, baseada na indústria e na agricultura. O Estado tem que ser reformado. Não basta apenas uma reforma política”. E ainda há um apoio de uma mídia tendenciosa que ataca os movimentos de esquerda sempre que possível, desmoralizando-os. “A discussão sobre a mídia deve ser feita por toda a sociedade. Está claro que a mídia teve um papel central no golpe. Isso porque ela está a serviço, no Brasil, de uma grande articulação empresarial” defende Aloísio Lopes. O cientista político Jorge Folena falou sobre a abertura aos EUA da base de Alcântara e como isso é um "atentado à soberania nacional" e que "a soberania nacional não se empresta, não se aluga, não se vende."

A segunda parte tratou de assuntos relacionados a trabalho, demografia e previdência no Brasil. Ronaldo Lessa mostrou toda sua indignação com o cinismo, escárnio do governo, congressistas golpistas e a cumplicidade do Judiciário, a "ditadura togada", responsáveis pela destruição e internacionalização total da nossa economia e o desmonte de todas conquistas, direitos e bem estar da população do país. Na ocasião ele defendeu a criação da Frente de Engenharia e Desenvolvimento Nacional, da qual é presidente, e falou da importância da participação dos engenheiros na política. Na oportunidade o presidente do Sindicato dos Arquitetos de Minas Gerais (Sinarq-MG), Eduardo Fajardo Soares, disse apoiar a ideia do deputado e propôs que os arquitetos sejam incluídos nessa Frente. Eduardo Fajardo apontou a necessidade das duas áreas trabalharem juntas para o desenvolvimento da nação, visto que são profissões indissociáveis, complementares e ESTRATÉGICAS para o progresso de qualquer país, pois trabalham exatamente as infra-estruturas destes. O deputado Ronaldo Lessa apoiou a ideia e pediu que a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) formalizasse o pedido de entrada na Frente de Engenharia e ainda falou de incluir também tecnólogos das duas áreas.

Foi apontada a importância dos movimentos populares e a necessidade de continuar indo às ruas protestar contra o governo golpista e suas reformas antipopulares, lutando contra o financiamento empresarial e exigir eleições diretas. "Temer está acabando com o país. Pedimos eleições diretas porque defendemos que o Congresso atual não é capaz de eleger o novo presidente. Mas se o Congresso não tem moral para eleger o presidente, então faz logo eleições gerais. Vamos eleger todo mundo novamente." disse o deputado Ronaldo Lessa e afirma ainda que "a Câmara tem medo de colocar a reforma da Previdência em votação por medo da pressão das ruas. A movimentação externa é fundamental, a mobilização da população". Também falaram da importância de fiscalizar o trabalho dos políticos e importunar as empresas a fim de conseguir negociações em outros níveis. “Nossa tarefa é participar e ajudar na discussão da organização política e social das pessoas, para ter um programa e levá-lo adiante, sem ilusões de conciliação. A nossa oligarquia não tem o menor interesse no povo. Essa travessia não é tranquila nem fácil. Teremos que construí-la com muita vontade, muito empenho e muita dor também.” afirmou Olímpio dos Santos, presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ).

O SOS Brasil Soberano é uma iniciativa do Senge-RJ, ao lado da Fisenge. O terceiro encontro ocorrido em Belo Horizonte contou com o patrocínio do Senge-MG. A quarta edição ocorrerá dia 14 de julho em Curitiba.

Foto por Alessandro Carvalho.

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